Maravilhoso...
Monday, August 13, 2007
Praia
Eu adoro praia!
Nem sei bem se é por me permitir o prazer de estar "de papo para o ar" sem a obrigatoriedade de fazer nada - posso apenas fechar os olhos e ficar ali, posso também ouvir a minha música no i'pod, sem que isso incomode ninguém, ler um livro ou então - confesso que é uma das que prefiro - juntar as revistas das fofocas, espanholas incluídas, e discutir com a minha irmã os últimos feitos do jet set ibérico.
Gosto sobretudo das idas ao banho com a minha irmã, já não fazemos carreirinhas, nem damos cambalhotas debaixo de água como fazíamos quando éramos miúdas - um dia destes vou propor-lhe, acho que ela alinha - mas é aquela sensação de liberdade e de descontracção que o banho marítimo nos oferece em exclusividade e é único!
Depois adoro aquelas cenas das pseudo tias e tios, que falam altíssimo com os Bernardos mais os Zé Marias e os Franciscos, que são uns autênticos índios e espalham a confusão em redor. Também gosto das famílias pseudo chungas, desculpem a expressão - mas não passa disso, é apenas uma expressão - que acham que vão para a praia dos queques e por isso têm que levar a joalharia toda que têm em casa - para manter o nível, mas não dispensam a bela da lancheira mais a enormidade de comida com que se empanturram o dia inteiro. Curiosidade: falam igualmente muito alto.
Não fiquem a pensar que estou para aqui a armar-me em fina, situo-me mais ou menos entre os dois: faço um esforço para não falar alto, o que já é bom.
Agora que os meus filhos já estão mais crescidos, não impõem horários, adoro ficar na praia até às 8 horas, quando só ficam os verdadeiros fãs e se jogam cartadas e trocam piadas descontraidamente, em que a pior parte é, seguramente, o regresso a casa.
Uma Dica: Neste pequeno país à beira-mar plantado, é um privilégio usufruirmos de tanta quantidade de praia. O melhor é aproveitarmos mesmo!
Nem sei bem se é por me permitir o prazer de estar "de papo para o ar" sem a obrigatoriedade de fazer nada - posso apenas fechar os olhos e ficar ali, posso também ouvir a minha música no i'pod, sem que isso incomode ninguém, ler um livro ou então - confesso que é uma das que prefiro - juntar as revistas das fofocas, espanholas incluídas, e discutir com a minha irmã os últimos feitos do jet set ibérico.
Gosto sobretudo das idas ao banho com a minha irmã, já não fazemos carreirinhas, nem damos cambalhotas debaixo de água como fazíamos quando éramos miúdas - um dia destes vou propor-lhe, acho que ela alinha - mas é aquela sensação de liberdade e de descontracção que o banho marítimo nos oferece em exclusividade e é único!
Depois adoro aquelas cenas das pseudo tias e tios, que falam altíssimo com os Bernardos mais os Zé Marias e os Franciscos, que são uns autênticos índios e espalham a confusão em redor. Também gosto das famílias pseudo chungas, desculpem a expressão - mas não passa disso, é apenas uma expressão - que acham que vão para a praia dos queques e por isso têm que levar a joalharia toda que têm em casa - para manter o nível, mas não dispensam a bela da lancheira mais a enormidade de comida com que se empanturram o dia inteiro. Curiosidade: falam igualmente muito alto.
Não fiquem a pensar que estou para aqui a armar-me em fina, situo-me mais ou menos entre os dois: faço um esforço para não falar alto, o que já é bom.
Agora que os meus filhos já estão mais crescidos, não impõem horários, adoro ficar na praia até às 8 horas, quando só ficam os verdadeiros fãs e se jogam cartadas e trocam piadas descontraidamente, em que a pior parte é, seguramente, o regresso a casa.
Uma Dica: Neste pequeno país à beira-mar plantado, é um privilégio usufruirmos de tanta quantidade de praia. O melhor é aproveitarmos mesmo!
Sobrevivente
Pois, percebo-vos, há muito tempo sem uma única notícia, começa a ser recorrente, não é?
Tenho que vos confessar que passei por uns momentos complicados, que me parecem finalmente sanados.
A quem teve a louvável paciência de continuar a consultar este "sítio", apesar da total ausência de notícias, agradeço sinceramente!
Aos que passaram a consultar, muito obrigada - agradeço com um sincero sorriso - para quem me conhece já está a vê-lo, para os outros, desculpem a imodéstia, é muito carinhoso e simpático.
Não vou partilhar a confusão que se instalou na minha vida ultimamente, desculpem lá, tenho a certeza que adorariam, mas é demasiado pessoal. Quero que saibam que sobrevivi, com forças renovadas e emocionalmente mais forte - tinha que ser.
Uma Dica: As decepções tornam-nos mais fortes e ensinam-nos a prezar a verdadeira amizade.
Tenho que vos confessar que passei por uns momentos complicados, que me parecem finalmente sanados.
A quem teve a louvável paciência de continuar a consultar este "sítio", apesar da total ausência de notícias, agradeço sinceramente!
Aos que passaram a consultar, muito obrigada - agradeço com um sincero sorriso - para quem me conhece já está a vê-lo, para os outros, desculpem a imodéstia, é muito carinhoso e simpático.
Não vou partilhar a confusão que se instalou na minha vida ultimamente, desculpem lá, tenho a certeza que adorariam, mas é demasiado pessoal. Quero que saibam que sobrevivi, com forças renovadas e emocionalmente mais forte - tinha que ser.
Uma Dica: As decepções tornam-nos mais fortes e ensinam-nos a prezar a verdadeira amizade.
Saturday, July 21, 2007
Estrangeirismos
Entendo como estrangeirismo, o emprego de uma palavra estrangeira.
Sendo que muitas vezes a aplicação destes termos não passa de uma tentativa, saloia nalguns casos, de evidenciar um certo à vontade no discurso falado ou mesmo uma forma de informar o interlocutor de como se é culto.
Os Gato Fedorento têm uma rábula que define na perfeição esta nova onda que invadiu o meio profissional português. É certo que há expressões cuja tradução não existe ou é mesmo ridícula para quem tem que lidar com elas no dia-a-dia. A comunicação é talvez a área profissional onde podemos encontrar mais exemplos desta nova forma de nos expressarmos, se assim posso dizer.
Mas sinto que esta nova vaga está a desenvolver-se noutras áreas. Não sou uma fundamentalista da língua portuguesa, mas tenho orgulho no meu país, na nossa história e na nossa cultura. Na minha modesta opinião, estes estrangeirismos são apenas uma forma que uma pequena elite usa, de forma ridícula, para se sentir um bocadinho superior aos restantes mortais, ainda que nem sempre utilizem as expressões nos momentos certos e nas formas mais adequadas.
Eu própria uso alguns, confesso! Mas sou absolutamente fã da simplicidade do discurso e da clareza do diálogo. Não há nada pior do que falarmos meia hora sem conseguirmos passar uma única mensagem.
Uma Dica: já que se faz muita questão de se utilizar este tipo de linguagem, talvez seja melhor verificar se o interlocutor nos está a acompanhar, para não corrermos o risco de estarmos a falar sozinhos!
Sendo que muitas vezes a aplicação destes termos não passa de uma tentativa, saloia nalguns casos, de evidenciar um certo à vontade no discurso falado ou mesmo uma forma de informar o interlocutor de como se é culto.
Os Gato Fedorento têm uma rábula que define na perfeição esta nova onda que invadiu o meio profissional português. É certo que há expressões cuja tradução não existe ou é mesmo ridícula para quem tem que lidar com elas no dia-a-dia. A comunicação é talvez a área profissional onde podemos encontrar mais exemplos desta nova forma de nos expressarmos, se assim posso dizer.
Mas sinto que esta nova vaga está a desenvolver-se noutras áreas. Não sou uma fundamentalista da língua portuguesa, mas tenho orgulho no meu país, na nossa história e na nossa cultura. Na minha modesta opinião, estes estrangeirismos são apenas uma forma que uma pequena elite usa, de forma ridícula, para se sentir um bocadinho superior aos restantes mortais, ainda que nem sempre utilizem as expressões nos momentos certos e nas formas mais adequadas.
Eu própria uso alguns, confesso! Mas sou absolutamente fã da simplicidade do discurso e da clareza do diálogo. Não há nada pior do que falarmos meia hora sem conseguirmos passar uma única mensagem.
Uma Dica: já que se faz muita questão de se utilizar este tipo de linguagem, talvez seja melhor verificar se o interlocutor nos está a acompanhar, para não corrermos o risco de estarmos a falar sozinhos!
Eu
Eu, que vos pareço tão distante....
Que de repente mergulhei no silêncio, que não vos telefono a desafiar para almoçar, que provavelemente vos pareço tão indiferente.
Eu, que aparentemente desisti do meu blog, que não vos tenho dado a saber dos meus desencantos, nem sequer das últimas piadinhas do Duarte.
Continuo aqui como sempre, ainda que não me apeteça muito telefonar ou esteja sem paciência para as últimas cusquices, quero-vos dizer que continuam no meu coração.
Uma Dica: telefonem-me, não desistam de mim. Continuo a querer estar convosco.
Que de repente mergulhei no silêncio, que não vos telefono a desafiar para almoçar, que provavelemente vos pareço tão indiferente.
Eu, que aparentemente desisti do meu blog, que não vos tenho dado a saber dos meus desencantos, nem sequer das últimas piadinhas do Duarte.
Continuo aqui como sempre, ainda que não me apeteça muito telefonar ou esteja sem paciência para as últimas cusquices, quero-vos dizer que continuam no meu coração.
Uma Dica: telefonem-me, não desistam de mim. Continuo a querer estar convosco.
Monday, July 2, 2007
Tu
Tu que me pareces tão distante.
Que deixaste de me visitar e já nem me telefonas, provavelmente porque mergulhaste noutro mundo do qual me tento alhear o mais possível.
Queria dizer-te que penso em ti todos os dias, apenas não sei como te ajudar - talvez porque tenho a perfeita consciência que não o posso fazer.
Tu que me inspiras o maior dos carinhos, afliges-me por te sentir tão distante!
Esta semana hei-de ir visitar-te com um daqueles bolos de que tu gostas.
Entretanto recebe mais uma rosa perfumada.
Uma Dica: Homem, apenas homem/ No meio de homens/ Que de homens sabem a vida (Bento, José Maria in Tempo de Viagem)
Que deixaste de me visitar e já nem me telefonas, provavelmente porque mergulhaste noutro mundo do qual me tento alhear o mais possível.
Queria dizer-te que penso em ti todos os dias, apenas não sei como te ajudar - talvez porque tenho a perfeita consciência que não o posso fazer.
Tu que me inspiras o maior dos carinhos, afliges-me por te sentir tão distante!
Esta semana hei-de ir visitar-te com um daqueles bolos de que tu gostas.
Entretanto recebe mais uma rosa perfumada.
Uma Dica: Homem, apenas homem/ No meio de homens/ Que de homens sabem a vida (Bento, José Maria in Tempo de Viagem)
Sunday, June 17, 2007
Meu pequeno Príncipe
O Duarte é um autêntico príncipe.
Encanta-me o seu ar ternurento, esmaga-me o sorriso gentil que me oferece sem esforço- agora enfeitado com o metal do aparelho, derrete-me a adoração que transporta nos olhares que me dirige e a forma como me procura para receber o mimo que lhe é devido. Quando me abraça ou se aninha carinhoso no meu colo, faz-me desejar que não cresça mais, só para o manter assim só meu, até ao infinito.
Já sinto saudades, só de pensar que daqui a uns anos, não muitos, se vai desprender: a voz vai engrossar, os rapazes têm este problema; vão crescer os pêlos; as borbulhas hão-de salpicar-lhe a pele e a adolescência vai certamente revolver-lhe as hormonas e conferir-lhe o estatuto de pequeno "grunho" - que me desculpe o sexo masculino, mas vocês têm uma fase muito complicada, por volta dos 15 e até aos 17-18 anos, ficam insuportáveisinhos.
Para já e sem querer pensar muito nisso, vou-me deleitando com as obras de arte do Duartinho - que é um autêntico artista; deliciar-me com as estórias que o seu imaginário transporta e que reproduz com a credibilidade que lhe é possível e que são autênticas referências para o nosso grupo de amigos.
Quando digo que o Duarte é um autêntico artista, não me refiro apenas ao rigor do traço, refiro-me também à forma como teatraliza os pequenos acontecimentos que decorrem no dia-a-dia e que de forma habilidosa transforma em autênticas estórias do fantástico, em que não falha o mínimo pormenor. A saber: durante uma festa e à frente de várias pessoas, vindo do nada, o Duarte resolveu dar a conhecer aos presentes de como se lembrava de quando era apenas um "permatosóide", de como foi ultrapassado pelo irmão na "primeira corrida", de como se esforçou e conseguiu vencer todos os outros naquela louca disputa em que a taça era, imaginem, um óvulo, depois e com alguma graça afirmou que não era lá muito bom a matemática, mas excelente a nadar e à laia de conclusão informou que apesar de agora se chamar Duarte, na altura em que era "permatosóide", chamava-se Zézinho.
Apesar de ser assim, com esta veia artística, o Duarte é extremamente tímido, é capaz de passar horas sem fim sozinho, no seu pequeno mundo, sem que ninguém dê por ele. Depois lá aparece para resgatar a atenção que lhe é devida, para voltar a desaparecer provavelmente mergulhado noutra estória fantástica.
Acima de tudo, o que mais me toca é a forma como me trata - obviamente sou a sua princesa, o que faz dele o meu pequeno príncipe.
Uma Dica: Não raramente vemos crianças a fazer birras, que vulgarmente designamos por excesso de mimo. Ninguém mima mais os meus filhos do que eu - tenho a certeza e não os vejo a fazer uma cena dessas. Há uma diferença entre mimo e educação, não tenham medo de mimar os vossos filhos, é do melhor que há, com a certeza de que esse mimo vos será seguramente retribuído.
Friday, June 15, 2007
Subsídio-dependência
A Subsídio-dependência define-se, na minha opinião, como a sobrevivência à conta do subsídio.
Há um par de dias frente à televisão, enquanto via o telejornal, fiquei a saber através dos rodapés que resumem as noticias do dia, que um festival de música terá sido cancelado por falta de apoios do município onde "assentava praça".
Acho extraordinária a ideia de organizar um festival, com fins lucrativos, à conta do dinheiro do contribuinte. Já que se referendou a despenalização do aborto, tive uma ideia luminosa: "bora aí referendar se o contribuinte concorda com a isenção de taxas de ocupação e de publicidade, atribuição e impressão de material de divulgação, disponibilização de meios técnicos e humanos, para a concretização destes festivais cujo o principal objectivo é, basicamente, engordar as contas bancárias dos seus promotores?"
A questão até pode ser mais bem elaborada, mas já serve de base para o referendo, não acham? É que a quantidade de dinheiro e o esforço humano investido é enorme - para um município é um grande investimento.
Acho curioso e fico chocada com a lata dos promotores, em virem acusar publicamente as entidades oficiais, responsabilizando-os pelos seus próprios fracassos. Não seria normal, já que o acesso a estes festivais é pago, que estes senhores gerissem as suas contas de forma a suportarem todos os encargos?
Não sei se têm estado atentos mas ultimamente tem sido recorrente, o número de eventos cancelados pela falta de apoios - leia-se falta de dinheirinho para a promoção, pois que também não o há para tapar os buracos nas estradas - aumentou.
Uma Dica: Não quero ser injusta no juízo que faço sobre este assunto, até porque há eventos e eventos. Até concordo que haja algum apoio para impulsionar os primeiros, mas o mais normal é que, a partir de uma certa altura, se tornem autónomos e auto-suficientes. O dinheiro dos municípios deve ser investido na promoção dos seus próprios eventos culturais - não é por nada, mas tenho cá a impressão que com tantos apoios, depois não sobra nada para o serviço público.
Há um par de dias frente à televisão, enquanto via o telejornal, fiquei a saber através dos rodapés que resumem as noticias do dia, que um festival de música terá sido cancelado por falta de apoios do município onde "assentava praça".
Acho extraordinária a ideia de organizar um festival, com fins lucrativos, à conta do dinheiro do contribuinte. Já que se referendou a despenalização do aborto, tive uma ideia luminosa: "bora aí referendar se o contribuinte concorda com a isenção de taxas de ocupação e de publicidade, atribuição e impressão de material de divulgação, disponibilização de meios técnicos e humanos, para a concretização destes festivais cujo o principal objectivo é, basicamente, engordar as contas bancárias dos seus promotores?"
A questão até pode ser mais bem elaborada, mas já serve de base para o referendo, não acham? É que a quantidade de dinheiro e o esforço humano investido é enorme - para um município é um grande investimento.
Acho curioso e fico chocada com a lata dos promotores, em virem acusar publicamente as entidades oficiais, responsabilizando-os pelos seus próprios fracassos. Não seria normal, já que o acesso a estes festivais é pago, que estes senhores gerissem as suas contas de forma a suportarem todos os encargos?
Não sei se têm estado atentos mas ultimamente tem sido recorrente, o número de eventos cancelados pela falta de apoios - leia-se falta de dinheirinho para a promoção, pois que também não o há para tapar os buracos nas estradas - aumentou.
Uma Dica: Não quero ser injusta no juízo que faço sobre este assunto, até porque há eventos e eventos. Até concordo que haja algum apoio para impulsionar os primeiros, mas o mais normal é que, a partir de uma certa altura, se tornem autónomos e auto-suficientes. O dinheiro dos municípios deve ser investido na promoção dos seus próprios eventos culturais - não é por nada, mas tenho cá a impressão que com tantos apoios, depois não sobra nada para o serviço público.
Thursday, June 14, 2007
Luis

O Luis é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço.
Porque me sinto uma previligiada, tive oportunidade de trabalhar com ele, tenho que fazer saber quem é o Luis. Desculpem o meu egoísmo, mas é precisamente por isto que tenho o blog.
É um ser humano único: é generoso, simpático, organizado, empenhado e disciplinado; em matéria de educação e de formação dá lições a muito boa gente. É um técnico de excepção, com uma capacidade de trabalho extraordinária.
É tão raro encontrarmos alguém assim! Tenho uma adoração enorme por ele e faço imensa questão de o fazer saber.
O Luis é uma daquelas pessoas que me faz sentir realmente abençoada - nem toda a gente tem oportunidade de privar com estas pessoas e ter a noção exacta no momento certo para poder usufruir da sua companhia, eu tenho e por isso não lamento não lhe ter dado mais atenção - dei toda a que me era possível, enquanto trabalhei com ele.
Agora que o nosso projecto em comum chegou ao fim, com o sucesso que lhe é devido, já tenho saudades de o ver por perto, deixo-lhe este "post" como homenagem e como reconhecimento à pessoa fantástica que é.
Uma Dica: Há de facto pessoas que, pelas suas qualidades excepcionais, são raras, eu já tive a sorte de me cruzar com algumas. Já tive o desgosto de perder uma delas, talvez por isso faça tanta questão de manifestar o meu carinho pelo Luis - para que nunca fique nada por dizer.
Para ti
Para ti que lês o meu blog.
Já te conheço há 10 anos, devo confessar que nunca pensei escrever sobre ti. Achava-te uma pessoa distante, antipática não, mas achava que tinhas aquele ar altivo - provavelmente conferido pelo cargo que ocupavas na altura. Agora que te conheço um bocadinho melhor, julgo que era uma defesa tua.
Gosto de ti, aprecio aqueles cigarros que partilhamos no corredor, ultimamente não tem sido possível, hoje, mais calma, dei comigo a pensar nisso e sinto a falta desses momentos.
És das poucas pessoas com quem falo de igual para igual, não preciso de activar as minhas defesas contigo porque sei que és uma mulher inteligente. Não sei muito a teu respeito, nem tu sobre mim, no entanto trocamos impressões diariamente, isso é um sinal de como tu és uma pessoa "mentalmente saudável".
Hoje pensei em ti e como tu, com uma generosidade enorme, segues a minha escrita e és curiosa relativamente ao que lês, este "post" é um projecto adiado - mas só agora tive tempo. É apenas uma forma de manifestar o meu reconhecimento pela tua simpatia e pela admiração que tenho por ti.
Uma dica: Nem todas as pessoas que se riem para nós e nos dão palmadinhas nas costas gostam realmente de nós, por outro lado nem todos os que parecem distantes são desinteressados ou antipáticos.
Já te conheço há 10 anos, devo confessar que nunca pensei escrever sobre ti. Achava-te uma pessoa distante, antipática não, mas achava que tinhas aquele ar altivo - provavelmente conferido pelo cargo que ocupavas na altura. Agora que te conheço um bocadinho melhor, julgo que era uma defesa tua.
Gosto de ti, aprecio aqueles cigarros que partilhamos no corredor, ultimamente não tem sido possível, hoje, mais calma, dei comigo a pensar nisso e sinto a falta desses momentos.
És das poucas pessoas com quem falo de igual para igual, não preciso de activar as minhas defesas contigo porque sei que és uma mulher inteligente. Não sei muito a teu respeito, nem tu sobre mim, no entanto trocamos impressões diariamente, isso é um sinal de como tu és uma pessoa "mentalmente saudável".
Hoje pensei em ti e como tu, com uma generosidade enorme, segues a minha escrita e és curiosa relativamente ao que lês, este "post" é um projecto adiado - mas só agora tive tempo. É apenas uma forma de manifestar o meu reconhecimento pela tua simpatia e pela admiração que tenho por ti.
Uma dica: Nem todas as pessoas que se riem para nós e nos dão palmadinhas nas costas gostam realmente de nós, por outro lado nem todos os que parecem distantes são desinteressados ou antipáticos.
Monday, May 21, 2007
Pessoas
Há pessoas mesmo parvas.
São tão parvas, que não consigo encontrar-lhes outro nome para além de: pessoas. É a forma mais simpática que encontrei para banalizar aquela classe de "gentalha"que se presume melhor que os outros.
Há pessoas que apetece achincalhar só de olhar para elas. São mal-educadas por natureza, a arrogância que encerram nos pobres espíritos convenceu-as que são mais giras, mais espertas e bem-sucedidas, ah! - não esquecer que também se vestem muito bem e têm corpos fantásticos.
A estas pessoas extraordinárias sobra-lhes em descaramento o que lhes falta, em larga escala, em inteligência e bom senso. Mentem de forma descarada sobre si próprias, acreditando que os outros são parvos, na maioria das vezes teriam que ser atrasados mentais para acreditar que determinado tipo de afirmações fazem algum sentido. Tecem comentários e fazem juízo de valores sobre terceiros, com uma "lata" e com uma convicção que envergonharia a maioria dos vigaristas.
Desculpem-me pessoas, mas sinceramente não vos suporto. Nunca gostei de falsidade: prefiro uma verdade dolorosa a uma mentira piedosa, o que é completamente diferente de achincalhar de forma gratuita quem quer que seja, mesmo alguém de quem não se gosta muito.
Uma Dica: Pessoas: porque alguém não comenta certo tipo de afirmações que proferem, não significa necessariamente que seja parvo, provavelmente não vos dá a importância suficiente para se dar ao trabalho de refutar os vossos argumentos, muito provavelmente nem sequer presta atenção ao que dizem!
São tão parvas, que não consigo encontrar-lhes outro nome para além de: pessoas. É a forma mais simpática que encontrei para banalizar aquela classe de "gentalha"que se presume melhor que os outros.
Há pessoas que apetece achincalhar só de olhar para elas. São mal-educadas por natureza, a arrogância que encerram nos pobres espíritos convenceu-as que são mais giras, mais espertas e bem-sucedidas, ah! - não esquecer que também se vestem muito bem e têm corpos fantásticos.
A estas pessoas extraordinárias sobra-lhes em descaramento o que lhes falta, em larga escala, em inteligência e bom senso. Mentem de forma descarada sobre si próprias, acreditando que os outros são parvos, na maioria das vezes teriam que ser atrasados mentais para acreditar que determinado tipo de afirmações fazem algum sentido. Tecem comentários e fazem juízo de valores sobre terceiros, com uma "lata" e com uma convicção que envergonharia a maioria dos vigaristas.
Desculpem-me pessoas, mas sinceramente não vos suporto. Nunca gostei de falsidade: prefiro uma verdade dolorosa a uma mentira piedosa, o que é completamente diferente de achincalhar de forma gratuita quem quer que seja, mesmo alguém de quem não se gosta muito.
Uma Dica: Pessoas: porque alguém não comenta certo tipo de afirmações que proferem, não significa necessariamente que seja parvo, provavelmente não vos dá a importância suficiente para se dar ao trabalho de refutar os vossos argumentos, muito provavelmente nem sequer presta atenção ao que dizem!
Lealdade
Lealdade é o mesmo que fidelidade.
Porque estou triste com algumas atitudes, resolvi falar sobre isto. Tinha que ser agora, porque se o fizesse antes corria o risco de me antecipar e se o fizesse daqui a uns tempos deixaria de fazer sentido.
É um "post" que escrevo para mim, não tem segundo sentido e não vale a pena tentar decifrá-lo porque não tem solução.
Apenas porque estou triste, atrevo-me a antecipar acontecimentos a que não quero assistir. Talvez seja apenas um exercício para me proteger e ganhar algumas defesas, para não ter surpresas.
Uma Dica: não liguem, deu-me para aqui.
Porque estou triste com algumas atitudes, resolvi falar sobre isto. Tinha que ser agora, porque se o fizesse antes corria o risco de me antecipar e se o fizesse daqui a uns tempos deixaria de fazer sentido.
É um "post" que escrevo para mim, não tem segundo sentido e não vale a pena tentar decifrá-lo porque não tem solução.
Apenas porque estou triste, atrevo-me a antecipar acontecimentos a que não quero assistir. Talvez seja apenas um exercício para me proteger e ganhar algumas defesas, para não ter surpresas.
Uma Dica: não liguem, deu-me para aqui.
Thursday, May 17, 2007
Paulinho
Ele diz que é "Paulinho".
Eu acho que lhe assenta que nem uma luva. Os nomes compostos têm este problema, eu própria sofro do "síndroma", Maria do Carmo só servia para os ralhetes. Mas também é verdade que pelo menos já sabia o que aí vinha - não deixa de ser uma vantagem.
Mas voltando ao "Paulinho" e para que fique registado para a posteridade: gostei muito de o conhecer, tenho imensa pena que não fique mais tempo connosco. Tenho uma vaga ideia que não leva de nós a melhor das impressões - fruto da louca experiência que aqui viveu, por isso ainda tenho mais pena que não continue por cá.
Eu tenho uma facilidade enorme em "apaixonar-me" pelas pessoas, não por toda a gente claro, mas por umas quantas com quem me tenho cruzado na vida e não costumo quebrar os laços.
Poderia ser um post por encomenda, mas não é - é sentido. Que não haja ciúmes, eu tenho imensas rosas perfumadas para oferecer, especialmente para si aqui fica uma delas.
Uma Dica: Quando se gosta de alguém, dizemos-lhe - eu tenho esta forma de estar na vida. Não deixe de vir almoçar connosco.
Eu acho que lhe assenta que nem uma luva. Os nomes compostos têm este problema, eu própria sofro do "síndroma", Maria do Carmo só servia para os ralhetes. Mas também é verdade que pelo menos já sabia o que aí vinha - não deixa de ser uma vantagem.
Mas voltando ao "Paulinho" e para que fique registado para a posteridade: gostei muito de o conhecer, tenho imensa pena que não fique mais tempo connosco. Tenho uma vaga ideia que não leva de nós a melhor das impressões - fruto da louca experiência que aqui viveu, por isso ainda tenho mais pena que não continue por cá.
Eu tenho uma facilidade enorme em "apaixonar-me" pelas pessoas, não por toda a gente claro, mas por umas quantas com quem me tenho cruzado na vida e não costumo quebrar os laços.
Poderia ser um post por encomenda, mas não é - é sentido. Que não haja ciúmes, eu tenho imensas rosas perfumadas para oferecer, especialmente para si aqui fica uma delas.
Uma Dica: Quando se gosta de alguém, dizemos-lhe - eu tenho esta forma de estar na vida. Não deixe de vir almoçar connosco.
Sunday, May 13, 2007
Zézinha
A Zézinha é a minha única irmã.
Apesar de ter apenas menos 14 meses do que eu, continuo a vê-la como uma menina pequena a quem devo a especial obrigação de proteger.
Na verdade foi assim a nossa vida toda. Quando pequenas e nos saudosos tempos de "Maria rapaz", aplicável às duas, apanhei muitas vezes por causa dela: metia-se em sarilhos com os rapazes e, regra geral, quem apanhava era eu - armada em forte só para a defender.
Sempre foi muito engraçada a Zézinha mas muito respondona também, por isso de vez em quando..., apanhava da mãe e lá estava eu, sempre pronta a pôr-me à frente. Confesso que ainda apanhei uns belos tabefes que lhe eram dirigidos.
Agora, separadas por 300 km de distância já há 18 anos, tenho umas saudades loucas das nossas discussões de adolescentes. Adoro as duas semanitas de verão em que estamos juntas e que passam a correr, parte-se-me o coração quando a deixo - parece que a estou a abandonar. Sinto que lhe devia telefonar muitas vezes e não o faço, que a devia ir visitar mais e não posso, gostava que ela estivesse todos os dias comigo para fazermos em conjunto o resumo dos nossos dias e nos indignarmos pelas injustiças ou rirmos dos disparates que ouvimos.
Hoje estou especialmente feliz e, por paradoxo, simultaneamente triste, porque é o dia da "Bênção das Fitas". Sei que ela não foi, apesar da minha insistência para ir, mas também sei que hoje, especialmente hoje, deveria ter estado com ela e nem lhe telefonei porque tive um dia complicado. O dia de hoje é o corolário de um percurso de muito sacrifício e de uma extraordinária força de vontade, contra tudo e contra todos, em concretizar um desejo há muito adiado - terminar a licenciatura.
Eu tenho um orgulho enorme na minha irmã, porque é uma mãe fantástica, uma mulher absolutamente dedicada à família e uma amiga invulgar o que faz dela um ser humano extraordinário.
Uma Dica: Vivemos dias loucos, a nossa vida é literalmente pautada pela tentativa de gerir o dia-a-dia o melhor que nos é possível, afastando-nos consideravelmente daqueles que amamos. Talvez fosse bom fazermos uma pausa e ponderarmos naquilo que é realmente importante, é que corremos o risco de investirmos demasiado em coisas que na realidade não nos fazem felizes, nem interessam para nada.
Apesar de ter apenas menos 14 meses do que eu, continuo a vê-la como uma menina pequena a quem devo a especial obrigação de proteger.
Na verdade foi assim a nossa vida toda. Quando pequenas e nos saudosos tempos de "Maria rapaz", aplicável às duas, apanhei muitas vezes por causa dela: metia-se em sarilhos com os rapazes e, regra geral, quem apanhava era eu - armada em forte só para a defender.
Sempre foi muito engraçada a Zézinha mas muito respondona também, por isso de vez em quando..., apanhava da mãe e lá estava eu, sempre pronta a pôr-me à frente. Confesso que ainda apanhei uns belos tabefes que lhe eram dirigidos.
Agora, separadas por 300 km de distância já há 18 anos, tenho umas saudades loucas das nossas discussões de adolescentes. Adoro as duas semanitas de verão em que estamos juntas e que passam a correr, parte-se-me o coração quando a deixo - parece que a estou a abandonar. Sinto que lhe devia telefonar muitas vezes e não o faço, que a devia ir visitar mais e não posso, gostava que ela estivesse todos os dias comigo para fazermos em conjunto o resumo dos nossos dias e nos indignarmos pelas injustiças ou rirmos dos disparates que ouvimos.
Hoje estou especialmente feliz e, por paradoxo, simultaneamente triste, porque é o dia da "Bênção das Fitas". Sei que ela não foi, apesar da minha insistência para ir, mas também sei que hoje, especialmente hoje, deveria ter estado com ela e nem lhe telefonei porque tive um dia complicado. O dia de hoje é o corolário de um percurso de muito sacrifício e de uma extraordinária força de vontade, contra tudo e contra todos, em concretizar um desejo há muito adiado - terminar a licenciatura.
Eu tenho um orgulho enorme na minha irmã, porque é uma mãe fantástica, uma mulher absolutamente dedicada à família e uma amiga invulgar o que faz dela um ser humano extraordinário.
Uma Dica: Vivemos dias loucos, a nossa vida é literalmente pautada pela tentativa de gerir o dia-a-dia o melhor que nos é possível, afastando-nos consideravelmente daqueles que amamos. Talvez fosse bom fazermos uma pausa e ponderarmos naquilo que é realmente importante, é que corremos o risco de investirmos demasiado em coisas que na realidade não nos fazem felizes, nem interessam para nada.
Tuesday, May 1, 2007
Gafes
O que é uma gafe?
trata-se de um acto ou meia dúzia de palavras proferidas de forma pouco oportuna.
Os políticos são exímios, é com cada uma. Mas eu própria sou expert na matéria. Tenho um jeito especial e natural para dizer a palavra errada ou o comentário mais inoportuno na pior das alturas. Também tenho uma propensão especial para tropeçar, cair ou mesmo atirar-me para cima de alguém quando dá menos jeito.
Há gafes, que pela sua natureza e transversalidade à maioria dos seres humanos, são autênticos ícones no comportamento social. A mais comum, que já aconteceu a quase todos nós, é a de perguntarmos aos familiares do defunto, depois de apresentarmos os pêsames, se está tudo bem. Comigo é recorrente, não falho uma única vez, é inevitável.
Outra muito frequente é perguntarmos à amiga que não vemos há uns tempos, que por acaso engordou uns quilinhos, se está grávida - desastrosa e quase incontornável. Mas a mais confrangedora, também já me aconteceu - confesso, é confundirmos o namorado/marido com o pai, numa palavra: terrível.
E confundir o namorado de uma das minhas colegas com o filho? Pois, pela aparente diferença de idades, achei mesmo que era o filho e em vez de ter fechado a boca, como seria natural, resolvi ser simpática e fazer conversa de circunstância - bem, ficou pior que estragada.
Se não servirem para mais nada, para além de criar um certo mau estar, as gafes servem pelo menos, para registarmos na memória e nos rirmos mais tarde - dependendo do género, claro.
Uma Dica: Depois de cometida a gafe, não vale a pena tentarmos justificar, é que quanto mais falamos mais nos "enterramos" - acreditem, fala a voz da experiência.
trata-se de um acto ou meia dúzia de palavras proferidas de forma pouco oportuna.
Os políticos são exímios, é com cada uma. Mas eu própria sou expert na matéria. Tenho um jeito especial e natural para dizer a palavra errada ou o comentário mais inoportuno na pior das alturas. Também tenho uma propensão especial para tropeçar, cair ou mesmo atirar-me para cima de alguém quando dá menos jeito.
Há gafes, que pela sua natureza e transversalidade à maioria dos seres humanos, são autênticos ícones no comportamento social. A mais comum, que já aconteceu a quase todos nós, é a de perguntarmos aos familiares do defunto, depois de apresentarmos os pêsames, se está tudo bem. Comigo é recorrente, não falho uma única vez, é inevitável.
Outra muito frequente é perguntarmos à amiga que não vemos há uns tempos, que por acaso engordou uns quilinhos, se está grávida - desastrosa e quase incontornável. Mas a mais confrangedora, também já me aconteceu - confesso, é confundirmos o namorado/marido com o pai, numa palavra: terrível.
E confundir o namorado de uma das minhas colegas com o filho? Pois, pela aparente diferença de idades, achei mesmo que era o filho e em vez de ter fechado a boca, como seria natural, resolvi ser simpática e fazer conversa de circunstância - bem, ficou pior que estragada.
Se não servirem para mais nada, para além de criar um certo mau estar, as gafes servem pelo menos, para registarmos na memória e nos rirmos mais tarde - dependendo do género, claro.
Uma Dica: Depois de cometida a gafe, não vale a pena tentarmos justificar, é que quanto mais falamos mais nos "enterramos" - acreditem, fala a voz da experiência.
Sunday, April 22, 2007
Enxaqueca
Cara enxaqueca,
Escrevo-te numa tentativa de te sensibilizar. Não achas que uma semana atrás de mim é demais? Já não te chegavam os dois dias de que desfrutavas da minha companhia?
Já me ocorreu que me poderias estar a castigar, mas eu nem sou pessoa de usar o teu nome em vão. Nunca me servi de ti para o que quer que fosse, a não ser para alimentar conversas banais.
Desculpa-me a frontalidade, mas não gosto de ti. Chegas com pezinhos de lã e depois revelas-te cruelmente: controlas todos os meus passos e a minha vida como o pior dos amantes obsessivos. Obrigas-me a recorrer ao apoio de estranhos, fármacos cada vez mais fortes, o que eu detesto.
Numa palavra: odeio-te. Tens a capacidade de tornar a minha vida num autêntico inferno.
Uma Dica: deixa-me em paz!
Escrevo-te numa tentativa de te sensibilizar. Não achas que uma semana atrás de mim é demais? Já não te chegavam os dois dias de que desfrutavas da minha companhia?
Já me ocorreu que me poderias estar a castigar, mas eu nem sou pessoa de usar o teu nome em vão. Nunca me servi de ti para o que quer que fosse, a não ser para alimentar conversas banais.
Desculpa-me a frontalidade, mas não gosto de ti. Chegas com pezinhos de lã e depois revelas-te cruelmente: controlas todos os meus passos e a minha vida como o pior dos amantes obsessivos. Obrigas-me a recorrer ao apoio de estranhos, fármacos cada vez mais fortes, o que eu detesto.
Numa palavra: odeio-te. Tens a capacidade de tornar a minha vida num autêntico inferno.
Uma Dica: deixa-me em paz!
Thursday, April 19, 2007
Zé Maria
Especialmente para ti!
Meu leitor assíduo. Espero que comentes este post, afinal sempre que me encontras, dizes-me:"estive mesmo para te pôr um comentário...". Sei que é uma maneira extraordinariamente simpática, de me fazeres saber que estás atento à minha escrita.
Tu, Zé Maria, és uma das pessoas mais simpáticas que conheci em ambiente de trabalho, depois tens um sorriso sempre presente que te ilumina o rosto, ainda por cima és um autêntico cavalheiro.
Acho-te graça quando apareces com aquele teu ar de: "lá vou eu incomodar outra vez". Ficas a saber que a mim nunca me incomodarás, aliás é um prazer poder ajudar-te e colaborar contigo.
Tenho presente a forma generosa como me ajudaste e apoiaste quando te anunciei o meu blogue e agradeço-te imenso por isso.
Gosto de ti Zé Maria, especialmente para ti, aqui fica uma mão cheia de rosas perfumadas.
Uma Dica: Não mudes!
Meu leitor assíduo. Espero que comentes este post, afinal sempre que me encontras, dizes-me:"estive mesmo para te pôr um comentário...". Sei que é uma maneira extraordinariamente simpática, de me fazeres saber que estás atento à minha escrita.
Tu, Zé Maria, és uma das pessoas mais simpáticas que conheci em ambiente de trabalho, depois tens um sorriso sempre presente que te ilumina o rosto, ainda por cima és um autêntico cavalheiro.
Acho-te graça quando apareces com aquele teu ar de: "lá vou eu incomodar outra vez". Ficas a saber que a mim nunca me incomodarás, aliás é um prazer poder ajudar-te e colaborar contigo.
Tenho presente a forma generosa como me ajudaste e apoiaste quando te anunciei o meu blogue e agradeço-te imenso por isso.
Gosto de ti Zé Maria, especialmente para ti, aqui fica uma mão cheia de rosas perfumadas.
Uma Dica: Não mudes!
Saturday, April 14, 2007
Lisboa
Lisboa é única!
É luminosa como nenhuma outra cidade e quando chegados de fora a sobrevoamos é como se, automaticamente, nos estendesse os seus braços acolhedores.
É cosmopolita como qualquer capital, mas tem as suas peculiaridades: é varina em Alfama, sofisticada nas novas avenidas, bairrista na Ajuda, colorida no Martim Moniz, fadista na Mouraria e divertida nas docas.
Quando o Sol se esconde, a Baixa despe-se de gente e o Castelo levanta-se imponente, como se quisesse beijar a Lua. Vai para a farra no Bairro Alto e dorme nos arredores, mas de manhã já o Chiado iluminado, volta a vestir-se de gente e de trânsito por todo o lado.
Tem uma paixão escaldante com o Tejo, seu primeiro e único namorado. Mas às escondidas pisca o olho aos turistas, flirta os marinheiros e já por uma vez ou outra se perdeu de amores por veleiros vistosos.
A nossa Lisboa, cidade milenar, que foi fenícia, cartaginesa e grega, para depois ser romana, visigoda e muçulmana, é portuguesa desde 1147. Elegeu S.Vicente como seu Santo padroeiro, mas por paradoxo, festeja Stº António com típicos arraiais que atraem milhares de pessoas.
Eu amo profundamente esta Lisboa que não me viu nascer, mas viu crescer e, reconheço, é necessária muita dedicação para servir tão distinta Senhora.
Uma Dica: Quando nos dedicamos a determinadas causas, o que mais importa é a intensidade de amor que lhes temos.
É luminosa como nenhuma outra cidade e quando chegados de fora a sobrevoamos é como se, automaticamente, nos estendesse os seus braços acolhedores.
É cosmopolita como qualquer capital, mas tem as suas peculiaridades: é varina em Alfama, sofisticada nas novas avenidas, bairrista na Ajuda, colorida no Martim Moniz, fadista na Mouraria e divertida nas docas.
Quando o Sol se esconde, a Baixa despe-se de gente e o Castelo levanta-se imponente, como se quisesse beijar a Lua. Vai para a farra no Bairro Alto e dorme nos arredores, mas de manhã já o Chiado iluminado, volta a vestir-se de gente e de trânsito por todo o lado.
Tem uma paixão escaldante com o Tejo, seu primeiro e único namorado. Mas às escondidas pisca o olho aos turistas, flirta os marinheiros e já por uma vez ou outra se perdeu de amores por veleiros vistosos.
A nossa Lisboa, cidade milenar, que foi fenícia, cartaginesa e grega, para depois ser romana, visigoda e muçulmana, é portuguesa desde 1147. Elegeu S.Vicente como seu Santo padroeiro, mas por paradoxo, festeja Stº António com típicos arraiais que atraem milhares de pessoas.
Eu amo profundamente esta Lisboa que não me viu nascer, mas viu crescer e, reconheço, é necessária muita dedicação para servir tão distinta Senhora.
Uma Dica: Quando nos dedicamos a determinadas causas, o que mais importa é a intensidade de amor que lhes temos.
Aparência
A aparência é apenas o aspecto exterior, através do qual e tendencialmente, julgamos as pessoas ou as coisas.
É isto mesmo, vai daí e toca de fazermos juízos de valor sobre pessoas que mal conhecemos, já nos aconteceu a todos, estou certa. Não considero grave e até acho natural.
Eu não sou melhor nem pior que as outras pessoas, tenho esta minha maneira muito especial de estar na vida, que se caracteriza por: agradar aos outros, ainda que, com alguma frequência confesso, isso resulte em prejuízo dos meus próprios interesses; simplicidade e simpatia acima de tudo, já fui muitas vezes rotulada de ciníca, falsa, etc., não que mo digam directamente como aliás é próprio, mas tudo acaba por se saber...
Embora me entristeçam este tipo de atitudes, já lhes dei muito mais importância do que dou, na verdade não tenho muita paciência para a maldade e para a inveja humana.
Apesar de tudo, continuo a investir nesta minha maneira de ser, que considero ser o principal motivo que atrai as pessoas que me são próximas, sobretudo os meus amigos que eu amo de forma incondicional.
Perdoem-me a imodéstia mas gosto muito de mim assim.
Uma Dica: Não existem fórmulas perfeitas de comportamento social ou profissional, a minha não é certamente a melhor, já tive muitos dissabores e sou, seguramente, mais vulnerável à maldade humana - é um risco consciente que estou disposta a correr.
É isto mesmo, vai daí e toca de fazermos juízos de valor sobre pessoas que mal conhecemos, já nos aconteceu a todos, estou certa. Não considero grave e até acho natural.
Eu não sou melhor nem pior que as outras pessoas, tenho esta minha maneira muito especial de estar na vida, que se caracteriza por: agradar aos outros, ainda que, com alguma frequência confesso, isso resulte em prejuízo dos meus próprios interesses; simplicidade e simpatia acima de tudo, já fui muitas vezes rotulada de ciníca, falsa, etc., não que mo digam directamente como aliás é próprio, mas tudo acaba por se saber...
Embora me entristeçam este tipo de atitudes, já lhes dei muito mais importância do que dou, na verdade não tenho muita paciência para a maldade e para a inveja humana.
Apesar de tudo, continuo a investir nesta minha maneira de ser, que considero ser o principal motivo que atrai as pessoas que me são próximas, sobretudo os meus amigos que eu amo de forma incondicional.
Perdoem-me a imodéstia mas gosto muito de mim assim.
Uma Dica: Não existem fórmulas perfeitas de comportamento social ou profissional, a minha não é certamente a melhor, já tive muitos dissabores e sou, seguramente, mais vulnerável à maldade humana - é um risco consciente que estou disposta a correr.
Tuesday, April 10, 2007
Fé Clubista
Hoje está a jogar o Benfica!
Pois e para mal dos meus pecados o jogo está a ser transmitido em directo na televisão. É uma chatice, tenho um benfiquista em casa e cria um mal-estar difícil de descrever, como mais ninguém partilha da sua fé, parece que estão todos contra ele e que se trata de um desafio pessoal.
Não devia ser tão democrata nestas regras do clubismo, penso eu agora, mas fui e deixei que influenciassem o meu filho mais velho para que fosse benfiquista.
E que benfiquista me saiu o André.
Dou comigo a pensar se será do clube (neste caso o glorioso Benfica), ou se será mesmo fé clubista (comum a todos os clubes)? Tenho a sensação que são todos uns grunhos quando se trata do seu clube. Terão todos os benfiquistas dupla personalidade? O André, que até é bom rapaz, transforma-se e ouço um "gooooolo", dirigido a mim, como se estivesse a defender-se de um ataque pessoal acabadinho de lhe ser infligido, e eu aqui quietinha que nem um rato, dou um salto de espanto. Como é que é possível?
Assumem as derrotas ou as vitórias do seu clube como feitos pessoais, até parece que alguém se importa muito com isso. Bom, eles importam-se!
Era bom que se importassem com outras coisas, se investissem a mesma energia nos estudos ou no trabalho, estou certa que seriamos um país muito melhor. Será que os finlandeses também se preocupam tanto com o futebol?
Uma Dica: Se há coisa que realmente me irrita é o futebol, para não falar nos seus intervenientes. Mas nestas coisas o mais sensato é estar caladinha e não me manifestar, não vale a pena discutir o que não é discutível, sobretudo assuntos irracionais, como é o caso.
Pois e para mal dos meus pecados o jogo está a ser transmitido em directo na televisão. É uma chatice, tenho um benfiquista em casa e cria um mal-estar difícil de descrever, como mais ninguém partilha da sua fé, parece que estão todos contra ele e que se trata de um desafio pessoal.
Não devia ser tão democrata nestas regras do clubismo, penso eu agora, mas fui e deixei que influenciassem o meu filho mais velho para que fosse benfiquista.
E que benfiquista me saiu o André.
Dou comigo a pensar se será do clube (neste caso o glorioso Benfica), ou se será mesmo fé clubista (comum a todos os clubes)? Tenho a sensação que são todos uns grunhos quando se trata do seu clube. Terão todos os benfiquistas dupla personalidade? O André, que até é bom rapaz, transforma-se e ouço um "gooooolo", dirigido a mim, como se estivesse a defender-se de um ataque pessoal acabadinho de lhe ser infligido, e eu aqui quietinha que nem um rato, dou um salto de espanto. Como é que é possível?
Assumem as derrotas ou as vitórias do seu clube como feitos pessoais, até parece que alguém se importa muito com isso. Bom, eles importam-se!
Era bom que se importassem com outras coisas, se investissem a mesma energia nos estudos ou no trabalho, estou certa que seriamos um país muito melhor. Será que os finlandeses também se preocupam tanto com o futebol?
Uma Dica: Se há coisa que realmente me irrita é o futebol, para não falar nos seus intervenientes. Mas nestas coisas o mais sensato é estar caladinha e não me manifestar, não vale a pena discutir o que não é discutível, sobretudo assuntos irracionais, como é o caso.
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